quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Quantas vezes me perdi?

Quando nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, por um instante parei de respirar. O barulho externo não teve a minha atenção e nem qualquer outra coisa. Ali, perdida em seus olhos fiquei.
No meio da noite você apareceu e me roubou um beijo, essa foi a segunda vez que me perdi em você. No dia seguinte, andei até a porta do meu quarto e espiei meu sofá, não consegui acreditar que você poderia realmente estar ali. Mas estava, e, me olhava de volta. Fiquei corada, essa foi a terceira vez.
A manhã passou, eu nem sei dizer quem eu era ali, porque fiquei confusa com o fato de não saber o que fazer ou dizer. Como explicar para alguém que você não lembrava mais o que era sentir aquilo? E como seria possível uma pessoa tão machucada, tão danificada, sentir?
Os dias passaram.
Nos encontramos algumas vezes. 
A primeira vez, foi num restaurante. Você não sabe quantas vezes troquei de roupa para que me achasse linda... Chega a ser engraçado. Conversamos muito, foi tão bom! Na saída, você abriu a porta do carro para mim, essa foi a quarta vez que me perdi em você. O pneu furou, lembra? Sei que você não gostou, mas tentei fazer daquele momento, um momento só nosso. Até porque, estávamos ali, eu e você. E para mim era o suficiente.
Na segunda vez fomos ao shopping, almoçar. Quando chegamos tentei me servir, mas, estava trêmula. Você sempre causou esse efeito em mim. Sempre. Depois de várias voltas para conseguir montar um simples prato, o pesei e saí andando, esqueci os talheres. Alguém consegue esquecer isso? Comigo foi a primeira vez, faz parte, né? Me sentei à sua frente. Enquanto não sentia nem o gosto da comida, meus olhos brilhavam ao te assistir comer. Almoçamos, demos uma volta. Fomos para minha casa. Trocamos alguns beijos e você foi embora. Ao sair, olhou pra trás e sorriu. Me perdi pela quinta vez.
Alguns dias passaram e fui me perdendo a cada mensagem saudosa que recebia de você. Perdi as contas de quantas vezes me perdi em você.
Teve a vez em que você apareceu aqui em casa só para me dar um beijo rapidinho, estava de passagem com o seu irmão e não hesitou em me ver. Me perdi de novo.
Outra vez aconteceu no dia da sinuca, seus olhos brilhavam quando disse que era a mim que estava à procura. Lembra do que respondi? Não estava mentindo, viu?
Muitas coisas aconteceram depois disso. Mas agora que, pelo visto, não terei mais histórias nossas para contar aos meu leitores, fico aqui abraçada à saudade dessa pessoa que conheci. Foi essa versão de você que ganhou meu coração. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ultimo suspiro.

Com raiva de mim mesma, me pergunto: Como pude deixar isso acontecer?
Eu! Logo eu? 
Eu que sempre controlei os passos que o meu coração poderia dar agora me vejo dentro da areia movediça. 
Completamente perdida, cheguei tão rápido aqui que não sei se me jogo ou se tento escapar. Mas escapar como se já esqueci o caminho da volta?
A cada minuto afundo mais, tento me mexer, fazer força e isso só piora.
Então, fico em silêncio, ouço apenas o assovio do vento e o cair das minhas lágrimas.
Não tenho mais força, fiquei cansada demais, exausta.
Então, me entrego e afundo de vez.

domingo, 3 de novembro de 2013

Ponto de táxi.


Ontem ela se comportou de maneira totalmente inversa ao que costuma ser. Entendamos, era pra ser algo simples, rápido, uma volta para sair da rotina e nada mais. Mas, por ironia do que quer que possa ser, foi uma montanha russa de emoções.
Ela é simpática, divertida, calorosa. Mas teve seu mundo virado de cabeça para baixo em poucos minutos. E, assim que percebeu isso, se armou de todas as maneiras, levantou um muro altíssimo para não correr nenhum risco. Ainda assim, uma coisinha pequena estava aos berros, pedindo ajuda, pedindo por liberdade, cansado de não servir pra nada além de bombear sangue.
Ela faz isso quando se sente em perigo, quando sente medo da possibilidade de se ferir novamente.
Loucura? Quem sabe onde o calo do outro aperta?

domingo, 20 de outubro de 2013

Aonde?

Tenho me perguntado muito sobre a razão da nossa existência.
Dependendo do seu estado de espírito, pode parecer até um tema suicida. Mas não.
É bom termos uma opinião formada sobre isso, pois, caso contrário, viveremos apenas por viver.
Trabalharemos para pagar as contas, para nos distrairmos com alguma coisa e para ter alguma qualidade de vida.
Se você é sozinho, digo, sem filhos ou sem uma família direta, precisa definir isso.
Até onde vai o seu "viver". Os motivos que consistem para levar a vida que leva. Até aonde quer chegar?
E no final do questionamento, responda: se eu morresse amanhã, o que eu fiz da minha existência?
Faça isso hoje, antes de dormir. Não espere o fim da vida, para que possa mudar alguma coisa, caso queira.
Se digo isso, é pelo fato de me perguntar agora, a mesma coisa. Quero dar sentido à minha caminhada, não quero viver por viver, me matar de trabalhar só para conquistar bens materiais.
Todos carregamos a vontade de conquistar o mundo na barriga, mas, o que é conquistar o mundo?
Já pensou em doar parte do seu tempo aos que precisam de ajuda?
Esse é um texto para que eu possa apenas compartilhar com vocês o que anda passando aqui dentro de mim.

Estava devendo um alô à vocês. Vou tentar ficar mais tempo aqui também!

Boa semana!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Diálogo é sempre melhor.

Às vezes me pergunto a razão das coisas acontecerem como acontecem.
Passamos por situações que nos deixam felizes, tristes, motivados, desmotivados, completos, inseguros. São tantas sensações que, na verdade, me leva a pensar no quanto somos capazes de suportar sem enlouquecer.
Hoje ouvi a seguinte frase: "Ainda bem que existem os altos e baixos, já pensou em como a vida seria chata se tudo desse certo ou errado o tempo todo, pra sempre?"
E realmente fiquei me perguntando.
Não sei o que dá na cabeça das pessoas, isso eu já desisti de tentar entender. Penso que cada um passa pelas dificuldades que precisa passar, não dá para julgar a dor ou felicidade do outro e sua reação se você não passou pela mesma circunstância.
Mesmo assim, as coisas podem ser mais leves, sutis. Não sofra por um mês, se permita um tempo para isso, mas não mais que o necessário. Deixe alguém te fazer sorrir, te levar para almoçar ou tomar um sorvete na praça. Deixe. Seja amável e tente se rodear de pessoas que querem o melhor pra você, mesmo quando não concorda que seja o melhor. Argumente. Queira também o melhor para os que te rodeiam. Todos precisam de cuidado, não somente os que tem uma relação direta com você.
O relógio não perdoa nossos deslizes.
Se você realmente acha que nada dá certo, coloque na ponta do lápis os objetivos que almejou e os que realizou. Faça as contas. Por mais que tenham sido extremamente dolorosos, sofridos, suados, conquistou. E os que não conquistou, talvez ainda não tenha sido o momento para tê-los, talvez precise amadurecer um pouco mais para isso, ou, talvez nem seja para conquistar.
Sabe quando se recorda de algo que quis muito, não conseguiu e tempos depois agradece por isso? Então. Amenize a dor dentro de você. Faça algo por alguém que não conhece, seja gentil. Tente se encher de positividade. Não é difícil.

Você consegue!

Não deixe que a sua vida passe em branco, não faça dela um monólogo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Valores.

Eu poderia ser a mulher mais legal do mundo, a melhor na cama, a mais bonita ou a mais interessante. Dentre todos os adjetivos que possam existir, resolvi ser eu mesma. Assim, meio torta, meio sem jeito, às vezes tímida, muitas vezes extrovertida, determinada ou que prefere não esconder a verdade.
É importante que você saiba qual o seu papel e como deseja cumpri-lo. Já parou para pensar nisso?
Da mesma forma, existem as qualidades que mais me atraem, também é fundamental que a química bata, senão fica vazio mesmo com todas as características preenchendo o espaço.
Normalmente sou condenada pelas amigas que convivem comigo por ser muito emocional às vezes, ou por não me preocupar tanto com a beleza exterior de com quem eu me relaciono. Sim, não me preocupo nem um pouco.
Hoje, somos mais exigentes, somos mais independentes. É um fato. 
Não procuramos mais uma pessoa que pague as contas, que abra a porta do carro apenas por uma questão cultural, que tenha tempo com os amigos mas que não permita que sua mulher não possa fazer o mesmo. Posso numerar diversas situações por menores que sejam.
A questão em si, é que é difícil confiar em alguém quando passamos a maior parte do nosso tempo trabalhando para um futuro muito melhor. Que apoie nossas decisões mas que esteja sempre ali, para quando preciso for, amparar-nos e secar as lágrimas. Que queira crescer, junto. Que valorize cada minuto que passa, em qualquer tipo de programa.
Se você já se perguntou o porque de não conseguir uma pessoa bacana para dividir a sua vida, repense no que anda valorizando.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Curta.

As pessoas estão muito preocupadas em jogar umas com as outras, em classificar a idade ideal, a pessoa ideal, os adjetivos ideais, assim como, quando não devem se envolver, sentir, gostar, curtir.
Vai entender a cabeça do ser humano!
O que estou querendo dizer aqui, é que todos vão se machucar um dia. Não-tem-jeito!
Lembro de quando quase casei, pois é, quase casei quando tinha 20 anos. Tomei um pé na bunda daqueles. Nossa! O sofrimento se tornou meu amigo. Me danifiquei.
Depois disso, quis manter meu coração à um distância segura de qualquer possível pessoa que pudesse me encantar de novo. Se adiantou? Não sei responder, porque muitas das vezes conseguimos aquilo que queremos. E nem sempre o que queremos é o que realmente seria bom para a gente.
Sei que consegui. Depois cansei. Depois me encantei por outra pessoa, namoramos por alguns anos. E acabou.
Tudo tem começo, meio e fim. Não se preocupe tanto se é pra sempre, se é a pessoa dos sonhos, se é errado. A vida é curta. Aproveite o que tem nas mãos, pare de se danificar. Muita culpa disso é tua também.
Não perca tanto tempo pensando nas aparências, no final, elas não te ajudam. Ou então no que pode acontecer depois, se deve assumir responsabilidades ou não. Enfim.
Acredito é que devemos aproveitar. Seja um minuto, um dia, um mês. 
Que seja bom, mas que seja de verdade.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resolvi faxinar o quarto.

Deixe-me explicar. Sempre guardei objetos que me trazem lembranças, tenho muitos.
Achei dentro de uma caixinha de madeira que ganhei quando criança de minha avó, uma guitarra projetada num arame arrancado do plástico que o envolvia quando fechava o saco de pão. Aquilo realmente me voltava aos meus 14 anos e as coisas que vivi naquela época. Pesava 44 quilos, fazia teatro e era feia, bem feinha.
Passei os dedos por alguns livros, quem me conhece sabe o quanto gosto deles, por isso sempre ganhei-os de presente. Mas o que despertou a minha atenção foram as dedicatórias. Um "Eu te amo" num, um "Que te acrescente" noutro...
Percebi que tirei o dia para sentir todas as dores de uma só vez quando achei dentro de um dos livros guardados uma flor, a flor que eu dei para minha mãe no dia das mães, e e não é que ela guardou? Encontrei a pequena quando tive que esvaziar o apartamento dela. Então trouxe-a comigo.
Mas o que me doeu mesmo foi o que não encontrei.
As promessas não cumpridas, as perguntas sem respostas, os gestos não explicados.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dirija com cuidado.



Eu resolvi pintar um novo quadro, já tenho bem definido o que gosto ou não, o que quero e o que não quero. 
Quando você passa muito tempo ouvindo o que as pessoas acham o que é devido ou não, deixa de olhar pra dentro de si e não observa o que é importante primeiramente, pra você.
Não me diga que a vida é difícil, que tenho referências diferentes ou que penso de forma desigual, o que se sente, se sente e ponto. 
Posso cantarolar por aí e desenrolar os seus anseios, aninhar-te com carinho numa tarde de domingo num sofá qualquer, lembrá-lo que é especial. O que não posso é fazer isso sozinha, com essa sua porta grande trancada por dentro.
Então, largo as chaves do carro em cima da mesa. Prefiro caminhar, livre. Deixo-te.
Ao hesitar, você permite ir embora aquilo que poderia ser seu amuleto.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A Carta.

Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2003.

Querido John,

Escrevo-lhe agora porque não tenho coragem de balbuciar tais palavras, como sabe, não gosto de mostrar essas coisas que para mim deveriam estar sob total proteção da razão.

Como pode virar meu mundo de cabeça para baixo com apenas um olhar, embrulhar meu estômago com seu sorriso e fazer saltar de meu peito esse coração que já não sabia mais o que significava importar-se com alguém?

Foi dessa maneira que comecei a enxergar novamente que voltei a ser menina perto de ti. E que todas aquelas coisas que guardei na sola do sapato para serem pisadas, começaram a saltar sob meus olhos.

Minha razão está em guerra com minha emoção. Elas não sabem mais que armas usar para me fazer ser uma pessoa com total controle ao caminhar. Pois é, este carnaval com tantas cerpentinas arremessadas contra mim me fazem pensar que estou completamente fora da órbita.

Quando o vi pela primeira vez, criei dentro do meu mundo um personagem com todas as suas características. E esse personagem me acompanhou até ontem, me apaixonei por ele de uma maneira tão pura e verdadeira que me sentia completa. Confesso que esse amor platônico só existiu por não achar possível que haveriam maneiras de acontecer aqui, do lado de fora.

Me sinto obrigada a confessar também que você se tornou a cada dia meu homem perfeito. Trocamos ideias, dormimos tão agarrados que me senti protegida como nunca havia, já cozinhei pra você, e você adorou, acredite!

Ontem quando me roubou aquele beijo, senti meu corpo inteiro arrepiar-se. Sua língua roçando na minha com tamanha intensidade, nossos lábios desejando com tanta vontade um ao outro, que faz cair por terra todos os meus conceitos até então formados.

Meu personagem despediu-se rapidamente de mim por explicar que não cabe mais estar presente agora que você resolveu tirá-lo de cena, mal consegui vê-lo entrar na coxia.

Agora, não sei mais o que fazer.

Com carinho,

May

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O que podemos chamar de maturidade?

Maturar que é sinônimo de maduro, de acordo com o antigo pai dos burros significa estar completamente formado ou desenvolvido, que o indivíduo chegou à meia-idade.
Lá só não diz que cada um tem seu tempo por fora e por dentro. Muitas cascas são completamente diferentes dos seus miolos.
Cheguei aos meus vinte e cinco anos, e o que ando vendo por aqui me faz duvidar da possibilidade do final feliz dos desenhos animados e novelas. Na verdade, nunca acreditei neles.
Mas me aprofundando, falo sobre o que a maturidade também pode fazer. Ganhei olhos que me fazem enxergar tudo e mais um pouco, criei uma casca grossa, quase impenetrável, e aquele encantamento, nem me lembro mais.
Vejo algumas poucas amigas, namorando com o terceiro namorado e pensando no casamento. Não as culpo, acredito que a experiência na vida delas tenha sido menor. Eu, depois do terceiro não quis mais nenhum.
Fico me perguntando se estou errada. Se a minha referência é que é baixa ou ruim demais. Pergunto também se isso terá chance de mudar e como. Porque realmente, não vejo nenhuma maneira e nem sei se quero.
Andei bisbilhotando textos meus postados aqui neste blog de dois anos atrás. Agora vejo o quanto podemos mudar.
Outro dia uma menina que me acompanhava virtualmente desde 2007, perguntou-me se eu ainda era "aquela que sonha". Eu não soube responder. Não porque não sonhava mais, mas porque meus sonhos mudaram de forma tão drástica, que não sei se ainda seria digno honrar tal título. Visto que quando o escolhi para mim, sonhava com castelos e príncipes.
Mas com essa filosofada toda, nem eu sei mais sobre o que estava falando. Acho que era sobre amor.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Casca.

Tento de todas as maneiras esconder a minha essência, minha pureza, meu carinho e cuidado. Eu, somente eu sei o quanto é difícil.
Me faço de louca, exagerada, independente, alucinada. Isso porque na verdade não quero expor, mostrar, te fazer ver.
O quê? Meus olhos que quando te olham no fundo dos seus, brilham, encantados, sorriem. Minhas mãos que quando te tocam fazem meu corpo inteiro estremecer, essa coisa toda que parece ser um impeditivo mas que para mim nada impede.
Não vejo possibilidades, então prefiro seguir assim. Engraçado que não vejo possibilidades sozinha, imaginando. Não há nada que comprove ou seja dito. Na verdade vejo inúmeras chances. Mas prefiro não. Não tentar, desviar, por medo de doer.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

2011 já passou.

Feliz Ano Novo. O que vem junto com 2012? Talvez seja melhor falar sobre o que vai junto com 2011. Sim.
Está na hora de você levantar da cadeira e parar de reclamar, de lamentar, de ser a vítima, de se acomodar.
Será que vai precisar de mais tempo para perceber que não tem feito nada pra mudar a sua vida?
Quantas perguntas sem respostas vai continuar deixando o tempo tomar de você?
Quantas pessoas que poderiam lhe fazer feliz vai dexar escorrer pelos seus dedos?
O tempo está passando meu amigo, acredite. Horas, dias, semanas, meses, é muito tempo.
Vai continuar culpando outrem por não fazer nada?
É disso que estou falando. Quando você coloca um ponto final, dá o ENTER e resolve começar um novo parágrafo, mesmo que nada mude, você saiu da inércia. Faça por você.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Saltitando.

Em meio a tanta gente não poderia ser daquela maneira o registro de algo especial. Não para ela.
Até a praia? Sim, ele caminhou enquanto ela saltitava, brincando de driblar o vento sem que fosse percebida.
Uma rosa tecida numa folha daquela árvore na qual sequer foi prestada a atenção devida ao seu nome, selou tal momento. Naquela noite em que o céu escondeu a grande maioria das estrelas por conta das luzes da cidade, permitiu que o beijo tão esperado silenciasse até mesmo o vento que pairava ali.
Por mais que a razão gritasse em seus ouvidos nada poderia conter tamanha vontade, mútua e escondida até aquele momento, seus lábios se encontraram com desejo e ternura ao mesmo tempo.
Deitaram na areia e naquele instante foi difícil descrever o que acontecia ali.
Shakespeare foi citado com um dos seus maravilhosos textos.
Duas pessoas que estavam a conviver por tão pouco tempo, entranhados da mesma forma como os que se conhecem a anos. Foi possível observar cada movimento das nuvens, o barulho do mar e dos corações que batiam muito fortes ali.

Uma mistura de tantas coisas que teve por fim, um fim.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Se quero.

quero andar tranquilamente
quero respirar ar puro
quero ver o brilho nos olhos
quero sentir o coração bater mais forte
quero menos stress e mais sensibilidade
quero acreditar sem preocupação
quero ouvir mais "sim", "claro" ou "como você preferir"
quero mimos e paparicos
quero chorar de alegria
quero não ter que duvidar
quero borboletas na minha janela
quero dormir com cafunés
quero me sentir satisfeita
quero surpresas boas
quero não ter que me despedir
quero um futuro promissor
quero uma certeza
quero não ter que procurar
quero menos ansiedade
quero que o carro não morra
quero sorrisos verdadeiros

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O de sempre, que delícia!

Como se eu pudesse evitar. Como se eu quisesse.
Minha personalidade se formou ao seu lado. Quando exerceu seu maior bem, sua vontade de me fazer melhor.
Menina, moça, mulher. Se fizeste bem a ti, fizeste melhor a mim.
Como se eu pudesse evitar. Como se eu quisesse.
Fui a você, vieste a mim. E o que se pode explicar? Para quem explicar?
Sinto. Faz bem. É bom. Eterno.
Não é saudosismo, basta que eu saiba. É verdadeiro. É inevitável.
Como usar as palavras de forma oculta? Me ajuda, faz tão bem.
E amanhã quando acordar. Como sentir o que passou?
Por que passou? Passou?
Me olha e já sei o que quer. Me olha e já sei o que pensa. Me olha e já sei como fazer. Me olha e já sei o que fazer.
Sem palavras. Apenas olhares.
Chega agora e quer sentar na janela? Precisa de muito mais. Muito mais.
Não é um dito. É fato.
Foi uma coisa tão bem feita, uma construção, uma transformação.
É assim, com frases feitas cheias de pontos.
Ninguém precisa entender o que apenas entendemos.
E as minhas palavras sempre cheias de formalidades passaram a te encantar. A te transformar e também passaste a usar.
Esse calor é só vontade? É só desejo?
Sem querer, sem culpa.
Não pude evitar. Não quis evitar.
Fiquei ali, parada, olhei para um lado e quando voltei o olhar ao seu, vi. Não precisou me dizer nada.
O melhor, o "de sempre" aconteceu.
E quem disse que o de sempre cansa, fadiga, enjoa? O de sempre é o melhor. Sabemos disso. Isso basta.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Como desatar os nós criados pelos erros dos outros?

Mais um Natal para Letícia havia passado e ao mesmo tempo que sentia um alívio no peito, sentia também um vazio que não sabia explicar.
Talvez fosse toda a sua história indo e vindo em sua cabeça, a solidão, a falta de tempo ou o fato de não entender como tudo chegou até ali.
Ela pensava por horas e horas sem alcançar conclusão alguma.
Tantas pessoas já passaram por sua trajetória, tantas coisas já vividas, e, mesmo tão cedo, se desespera para que chegue logo ao final.
Letícia anda de um lado para o outro, com a vontade de sumir desesperadamente a faz por um momento parar. Senta. Olha ao seu redor. Neste momento começa a refletir todas as suas conquistas, o quanto foi forte, o quanto já lutou. Se debruça sobre a cama e chora. Chora por um longo tempo.
Pega seu telefone, percebe que com o tempo se tornou péssima em decorar números. Ri de si mesma. Vai até a agenda, escolhe um nome e liga. A pessoa que está no outro lado da ligação, num lugar extremamente barulhento, não lhe dá muita atenção e promete-lhe ligar no dia seguinte. A pessoa não percebe em seu tom de voz o intuito de encontrar apoio, ajuda, um ombro mesmo que distante.
Letícia desliga com um "tchau" em um tom tão baixo que saiu rouco de sua garganta acompanhado por um nó que a fez em seguida desabar novamente.
Pensou em tantas coisas ao mesmo tempo que não sabia mais o que fazer. Com tanta vida pela frente, sua unica vontade era apenas de cessar seu cansaço. Já tinha visto isso antes. Era familiar aquela sensação.
Como desatar os nós criados pelos erros dos outros? Toda aquela dor promovida pelos humanos que a cercaram durante anos. Era essa sua dúvida, com apenas a certeza de que jamais obteria a resposta. Sua vontade era de ter sido uma criança com uma história diferente, com uma vida diferente.
Letícia levanta.
Vai até a cozinha, mexe nas coisas como se estivesse procurando algo. Passa os dedos entre objetos cortantes.
Volta ao quarto.
Acende um cigarro e senta.
Não sabe mais distinguir se é forte ou fraca por não acabar de vez com aquele sofrimento.
Deita em sua cama, atenta agora apenas ao silêncio das paredes. Todos já estavam dormindo, era muito tarde.
Acorda no dia seguinte, se arruma às pressas e sai para mais um longo dia de trabalho.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vá.

o que é importante pra você?
a partir do momento que está definido o objetivo, fica mais fácil ou menos difícil acertar o tiro.
não adianta atirar pra tudo quanto é lado.
faça a escolha sem medo de ser feliz e vá em frente. os obstáculos aparecerão - sem dúvida - mas não deixe que isso tire seu foco. continue. não desista.
quando pequena tive o exemplo em casa, tive como obrigação e responsabilidade terminar tudo o que comecei.
arrisque, rabisque o seu futuro com a cor que quiser.
não deixe escolherem por você.


sábado, 17 de abril de 2010

Diga não às trambiqueiras.

Fico pensando em como a cada dia que passa é possível perceber que os jovens mataram as aulas de educação sexual.

Mesmo assim, acho importante dar alguns conselhos aos meus amigos homens. Obviamente não é nenhuma novidade, nada revolucionário, mas não me custa nada falar sobre alguns cuidados necessários.

Durante toda a vida vocês farão sexo com muitas mulheres diferentes. E em sua maioria não valerá à pena, independente do motivo que os leve a pensar isso.

Tenho um amigo militar, e, não me cansarei de lembrar-lhe quantas mulheres gostariam de garantir uma pensão alimentícia. Principalmente as de mente pequena.

E, para os que não têm uma amiga para abri-lhes os olhos, cá está esse texto. Mesmo que grande parte delas não fique feliz.

Primeiro e mais importante: se quiser transar sem camisinha, tenha uma namorada, na qual você saiba que pode confiar. Antes de qualquer coisa, mostrem um para o outro que se preocupam com a saúde de vocês, façam exames de sangue e iniciem o uso de qualquer método contraceptivo.

Parece muito? Não devia.

Segundo: muitas das mulheres acima citadas, vão querer de alguma forma se beneficiar às suas custas, não necessariamente financeiramente. Certifique-se de usar sempre a sua própria camisinha. Elas podem ser facilmente furadas com uma agulha, e você só perceberá quando ela já tiver estourado.

Terceiro: ter um filho é o menor dos problemas, não queira se ver acamado por uma doença sem cura.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vivendo e aprendendo.

Num dado momento nos vemos perdidos à tantas opções para definirmos como carreira.
Comigo, obviamente não seria diferente. Não falo de dom e nem do que gostariam que fizéssemos.
Tenho um exemplo que, certamente não acontece apenas comigo. Minha tia sonha em me ver apresentando o Jornal Nacional, mas eu não. E isso é o importante.
Não pense que você é pior do que alguém só porque precisa de uma "mãozinha" para começar ou elaborar um projeto.
Vale pra mim o fato da identificação com a coisa em si. Passei por diversas aulas práticas, fotografia, produção de textos, edição para impresso e tv, rádio. Mas o que me fez apaixonar foi dirigir o meu primeiro documentário.
Me doei de corpo e alma, o máximo que pude. E obtive um bom resultadeo.
Por isso não tenha medo se esse tesão ainda não bateu à sua porta, temos uma longa jornada pela frente.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mais um ano.

A morte é a única certeza que temos. Isso eu ouço desde criança.
A questão não é essa, até porque me soa da mesma forma como o dito "se conselho fosse bom, não se dava".
A porcentagem de pessoas de fato sozinhas no mundo, que ninguém sentirá falta, dor da perda, é mínima. E com o passar dos anos, percebi que a morte pode ser usada como um bem.
Um bem para a mudança, para a melhora.
Se soubermos entender a dor do próximo, nos tornaremos pessoas melhores. Os problemas se reduzirão a pó, se tornarão pelo menos mais simples de resolver.
Gosto do dito "se não tem solução, solucionado está".
Não carregue culpa pelo que não há como resolver, aceite a perda, a derrota.
Não ganhamos sempre, portanto, tire proveito enchergando o lado bom da coisa.

quarta-feira, 17 de março de 2010

São duas opções.

As mudanças quando decididas por nós, nos causam a impressão de termos feito a coisa errada.
Estava com os cabelos grandes na semana passada, acordei um dia desses, me olhei no espelho e vi que era a hora de mudar.
Não se acanhar nesses momentos é muito importante, por mais difícil que seja a escolha.
Em determinadas situações temos apenas duas opções, o que é certo pra mim possivelmente será errado para você.
Mas desde pequena, não digo pela altura porque isso não mudou, me determinei a sempre fazer o que acho o certo.
Claro que arcaremos com as conseqüências, mas assim como o meu cabelo vai crescer de novo, o caminho aparentemente escuro poderá clarear nos próximos 10 minutos de caminhada.
E assim será possível concluir que a escolha foi bem feita.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Em resposta.

Em resposta vos digo
como gostaria de poder fazer-lhe apaixonar.
Por mais que eu não seja o suficiente,
seria perfeito ter-me em sua mente.

Posso ser fácil de ser lida, compreendida.
E você com sua solidão, que precisa ser suprida.
Não existe modestia ou culpa.
Apenas a oportunidade não compreendida.

Não lhe peço que ande sobre as águas,
muito menos que morra por um beijo meu.
Apenas permita desabrochar,
meu amor que nunca foi realmente seu.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sonho.

Tudo o que ele queria era poder estar perto dela, abraçá-la, beijá-la, fazê-la dormir.
Queria que o tempo passasse mais rápido, noites e dias voassem, para que pudesse finalmente realizar seu sonho.
Ouvia sempre falar muito bem dela, não que precisasse disso para saber o quanto ela é maravilhosa. Mas isso o fazia suspirar.
Os sentimentos sempre se misturam. A vontade de sorrir e chorar acontecem ao menmo tempo, as lembraças são presentes e castigos ao mesmo tempo.
A pessoa certa na hora errada. Ou a pessoa certa na hora certa. Como saber?
Nosso pensamento não nos custa e não pode ser desvendado, portanto se banhe por enquanto com eles.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Avião.

Como poderia prever tal encontro?
Como se estivesse combinado, dia, lugar, horário. Aparecemos assim, devagar e cautelosamente, um para o outro.
Duas fileiras, eu e você. Um bilhete, uma dúvida e a pergunta obteve como resposta um lindo sorriso.
O sol ainda não havia se posto mas não era possível entender de onde vinha a claridade.
Um cigarro, gargalhadas, um beijo, o contato entre os lábios desconhecidos fizeram do ambiente frio agora tão quente.
Tudo era familiar, déjà vu, talvez.
A separação inevitável agora apenas deixa dúvidas de quando acontecerá novamente.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cultive.

Se entregue sem medo.

Não meça palavras, não julgue as atitudes e não se preocupe, se permita.

Perca a cabeça, beba até a ùltima gota.

Abrace apertado, beije até perder o fôlego.

Pense nas qualidades, não hesite em ligar.

Cultive um amor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tantos dias...

Num quarto de hotel sinto saudade, do abraço da despedida, do beijo envolvente que aconteceu apenas em nossos pensamentos, da vontade de sair correndo para que pudesse ter apenas mais dez minutos.
A cada passo uma lembrança, um sorriso.
Dois caminhos que se cruzam num lugar tão improvável, distante, inimaginável.
Suspiro, transpiro, me atiro.
E nesse mar de palavras as letras se misturam e mudam os sentidos.
Não tenho medo.
Tenho fome, fome e vontade, vontade e desejo, desejo e calor, calor e sede, sede e saudade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Dicas para os homens.

Esse texto é dedicado a vocês homens que não sabem muito bem como compreender as mulheres. Não se assustem ou se sintam ofendidos, estou aqui no intuito de ajudar, com apenas algumas dicas.
Acreditem, funcionará sempre.
As mulheres independentes não ligam muito para a conta bancária. Estão em busca de algo mais, de um companheiro com quem possam contar em qualquer circunstância. Que dê a atenção merecida e desejada, que se importe com os detalhes.
Percebemos as diferenças entre um e outro, o nosso grau seletivo está cada vez mais acentuado. E é aos detalhes que nos apegamos e fazemos as nossas escolhas.
Seja um homem carinhoso, dê bom dia quando acordarem e boa noite antes de dormir.
Seja honesto, íntegro, não brinque com os sentimentos de uma mulher para satisfazer o seu ego, sua vontade.
Faça uma surpresa, de preferência se for relacionada a algo que ela já tenha dito. As mulheres dão dicas o tempo todo.
Modere o ciúme, não faça do relacionamento uma prisão. E se a roupa é um pouco curta, exagerada, decotada, ela certamente estará linda, e para você.
Olhe-a nos olhos, mostre confiança e atenção, seja sincero.
Faça elogios, mas não a todo tempo, não seja forçado.
Repare se ela comprou uma roupa nova, se mudou o cabelo ou a cor do esmalte. Em caso negativo, conserte com um elogio.
Se preocupe se ela dormiu bem, se teve um bom dia, se foi bem na prova ou reunião, se melhorou do resfriado.
São pequenas coisas, mas acredite: funcionarão não apenas para torná-lo um homem melhor, mas, para tornar a mulher que você escolheu para ser sua, mais feliz.
E diga a verdade, nem é tão difícil vai!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

pule o muro.

Mergulho nos teus olhos e me perco em tua boca.
Desço mais um pouco, quando percebo, sinto o gosto do seu movimento que me envolve e me carrega na tua nuca.
A minha vontade te faz enxergar minha respiração.
Sua pele quente encontra minha curva que termina na sua mão.
Nessa sintonia perfeita, promovida pelo acaso, pelo não saber, não demora porque voltei.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo.

Não gosto de pensar nas datas comemorativas como forma de lembrar de alguém. Porque pessoas importantes para a gente não precisam de data para serem lembradas.
Mas hoje, não tenho como não falar daqueles que estão sempre comigo, então vamos lá.
Na verdade, é um agradecimento. Agradeço a vocês meus amigos, que:
~ sorriram nos momentos de alegria e souberam me fazer sorrir nos piores momentos;
~ me deram força quando sabiam que eu estava persistindo no erro, e ainda assim, me seguraram quando sofri por isso;
~ me fizeram companhia quando adoeci, quando me mudei, quando quis jogar papo fora;
~ me disseram sempre a verdade, independente da dor que ela poderia me causar;
~ acompanharam meus passos e torceram para que eu sempre estivesse bem;
~ me deram a certeza de que sempre me ajudariam;
~ me fizeram entender que quando a gente gosta de verdade, a distância não é um empecilho e não separa;
~ me mostraram outras formas de enxergar;
~ me conhecem através do olhar.
Não seria possível enumerar as tantas coisas boas.
Portanto, muito obrigada!
Feliz Dia do Amigo!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

No smoking.

Pra variar, meus pensamentos me tiraram da cama. Resolvi escrever.
Tive um dia cheio, cheio de verdades a dizer. Ouvi e disse muita coisa hoje.
Tentei ligar para algumas pessoas, que não puderam falar comigo, todos têm seus compromissos, no entanto me vi sozinha.
Meu pai mandou eu me programar, não vai mais me ajudar com a faculdade. Disse que posso economizar nos gastos com cigarros, noitadas e bebidas para pagar.
Fui conhecer o apartamento que meu irmão comprou, lindo, um charme só, aconchegante.
Assisti mais uma vez meu atual filme favorito, depois, vi que estava tarde e que precisava dormir. Não consegui.
Liguei a TV, minha companhia mais próxima a essa hora. Parei num filme que já estava no final.
Interessante.
Acredito em sinais.
E numa das cenas, a filha conversa com a mãe que está com câncer. Ela me fez lembrar a minha quando adoeceu. Fiquei triste. A mãe pede a ela uma única coisa, que pare de fumar. As duas se abraçam. Chorei, me doeu muito.
Então decidi. Vou parar de fumar.
Seria um pedido da minha mãe através de um sinal ou mera coincidência?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ah, o amor.

Hoje, um dia em que o amor está a flor da pele, percebo o quão mágico ele é.
Com a tremenda chuva que assolou o Rio de Janeiro e o engarrafamento inevitável, optei por passear no shopping quando saí do trabalho. Fui ao cinema, comédia romântica, pra variar.
Saí de lá com os sentimentos à flor da pele. Sou mais uma dessas bobas românticas que cruza a cidade.
Vi casais de todos os tipos e sexos, felizes, rindo, se abraçando, comemorando o tal dia.
Me remeteu imediatamente à lembrança de quando estive assim, uma vez apenas. Feliz simplesmente por ter alguém, isso me bastava, nenhum problema me aborrecia, nada me tirava do sério, sem preocupação.
O que quero dizer é que quando você ama de verdade, nada mais importa, tudo vale a pena. O dia amanhece mais colorido e a lua brilha intensamente, como você jamais poderia reparar.
Portanto meus caros, meu conselho é: amem intensamente, apaixonem-se de verdade, não tenham medo de se entregar, não se privem de algo tão gostoso. Não há nada mais saboroso que o amor, puro e verdadeiro.
Feliz Dia dos Namorados!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

É isso aí.

Estou num momento sincero. Não sei defini-lo, nem dizer porque ele começou. Mas as mudanças que vêm decorrentes disso estão me agradando.
É muito ruim conviver com pessoas que não dizem à você a verdade, verdade mesmo saca? "Na lata" como falam por aí, e também é muito ruim não poder dizer de verdade o que gostaria, rodear tanto com as palavras e acabar por não dizer nada.
Não que eu vá sair por aí dizendo a torto e direito o que eu quiser, não é dessa sinceridade que eu estou falando. Mas se algo me incomodar e eu tiver a opção de falar, se alguém realmente quiser a minha opinião ou em momentos em que eu precise tomar a frente de alguma coisa e tiver que me expressar, o farei.
De forma clara e objetiva, sem rodeios.
Tenho me sentido melhor assim, pode parecer meio louco. Mas todos temos esse momento.
Não quero que gostem de mim por ser loirinha, pequenininha ou por ser simpática, mas também por ser verdadeira. Conviver com alguém verdadeiro é maravilhoso.
E, na verdade, se é só um momento eu não sei, mas não quero que acabe. Gostei.
Tenho comigo pessoas verdadeiras e, que me fazem muito bem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

é errado pra alguém?

Não sei mais o que é verdadeiro ou falso, as imagens se embaralham bem embaixo dos meus olhos. Quando acho que já sei nadar tomo um caixote e caio de novo.

O que é certo ou errado é muito relativo, o que é certo pra mim, é errado pra alguém.

Se o importante é melhorar, temos que lutar contra nossa própria vontade?

E então, se todos agissem apenas com a razão talvez o mundo fosse sem sal. Porque o que apimenta os nossos dias são os suspiros, os encontros marcados pelo acaso.

A esperança faz o mundo se unir em uma só idéia.

Isso mesmo, vários pensamentos misturados, viajei.

sábado, 30 de maio de 2009

E de bom humor.

Porque ganhei meu primeiro nariz de palhaço. E porque esse amigo mereceu essa homenagem aqui, mesmo sabendo que ele não vai ver... Você é o cara. Complicado driblar as artimanhas dessa vida.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Andei mudando...

A maneira de falar, de comer, de se portar nos diversos lugares, tudo mudou.
Amadureci. Algumas coisas mudaram sim, mas estou certa de que para melhor. Também, é meio difícil andar para trás, não?
As pessoas se preocupam mais em viver do que tirar proveito daquilo que lhe foi bom.
Momentos vividos não precisam ser lembrados com saudade, mas sim, em como aquilo colaborou para o seu desenvolvimento.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Gripe suína.

Depois de uma maratona de acontecimentos, noites sem dormir e a vontade saciada até a última gota, chega a hora de a baixa imunidade dar as caras.
Tosses acompanhadas de espirros e olhos mais pequenos do que já são. Sintomas que só quem me conhece de verdade sabe, anunciam a chegada da hora do meu repouso obrigatório.
Então, nada como um bom anti-gripal, uma garrafa d'água e um bom livro para me valerem o descanso.
E nesse momento em que as ondas do mar são o único ruído que quebram o mais absoluto silêncio, venho a pensar nos amores e desamores.
Há muito tempo não me dizia (e não me permitia) estar assim, totalmente só. Corpo, mente e alma.
Já fui namorada, amante, noiva, quase casada, mas, como diria Cazuza: “faz parte do meu show”.
A vida é assim, num dia se ganha e noutro se dá.
Erros e acertos são meros conceitos para quem perde tempo a denominá-los.
Cada pessoa que passou pela minha vida deixou sua marquinha, atribuiu uma mudança que por mim, bem utilizada.
Guardo comigo os sorrisos, o zelo, o carinho, a preocupação, os cafunés, as broncas, os abraços, os presentes, as músicas, os elogios, as surpresas e todas as coisas boas que me permitiram ser feliz nos devidos momentos.
O que tenho a dizer? MUITO OBRIGADA.
Sei também que em seus momentos, por qualquer motivo que seja têm algo a me agradecer.
O ser humano é maravilhoso na arte de seguir em frente e se recordar das coisas boas, do que realmente lhes valeu a pena.
Agora, sigo em frente, como tem de ser. E feliz, muito feliz.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mudanças.

Então.
Vou me ausentar por um tempo daqui, estou para sair do meu emprego e, por isso não terei muito tempo.
A partir de hoje começo a treinar uma pessoa para fazer o meu trabalho, serão 15 dias de treinamento e, desejo BOA SORTE à ela.
Depois disso, 1 mês de férias, que, serão merecidas!
Estou exausta e muito feliz, não pensem que estou triste.
Sinto que vou conseguir respirar novamente.
Tudonovodenovo.
Pra variar, eu e Juju passando pela mesma coisa ao mesmo tempo, neam amega?
Agradeço a todos pela paciência e agradeço também, porque aqui obtive meu desenvolvimento. Amadureci, mudei, cresci.
Aqui pude assistir da área vip todas as maldades do ser humano, e ainda assim, consigo me surpreender...
Mas, estou indo embora!
Beijoooooooooo!

terça-feira, 14 de abril de 2009

A carta.

Já faz um tempo que queria lhe dizer o quão importante foi você ter entrado na minha vida. Por mais que eu tivesse dinheiro, carros e coisas importantes para qualquer pessoa, me sentia vazio.
Você entrou e mudou tudo, mexeu comigo de uma maneira que nunca havia sentido antes.
Esse seu jeito de menina, sua alegria, seu sorriso... Ah, chego a ficar sem ar, perco as palavras menina!
Eu, tão maduro e experiente me sinto um bobo escrevendo essa carta. E por mais que eu escreva, milhões de palavras não seriam suficientes para descrever o quanto você me faz feliz mulher. Minha mulher.
Quero você só para mim, você me completa. Me faz feliz.
Penso em você o tempo todo, em tudo o que eu faço.
Mesmo com as restrições que eu tenho não quero que você desanime. Sou só seu, não duvide!
Isso tudo vai passar e conseguiremos o que tanto buscamos.
Tenho medo de te perder, não consigo me ver mais sem você.
Eu te amo. Só você me faz perder o fôlego.
Você me deixa com as pernas bambas garota!
Beijos de um apaixonado.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Devore.

Pensar no tempo que passou nos remete à ideia de que estamos envelhecendo. Mas se analisarmos por outro ângulo, na verdade, não é importante se passou mais um ano e sim o que você fez nesse um ano.
Pessoas passam dias, meses, anos lamentando a mesmice do dia-a-dia, mas não fazem nada para mudá-la.
Se você conseguiu em um ano fazer novas amizades ou curtir e cultivar as antigas, trocou de emprego, arrumou uma namorada, mudou a forma de pensar com relação a um determinado assunto, amadureceu.
Quem disse que pessoa madura é um sinônimo de pessoa mais velha?
Estamos vivendo numa sociedade onde os adolescentes trabalham e estudam, as crianças brincam de ninar filhos no lugar de bonecas, os homens mais velhos encontram em jovens garotas as mulheres de suas vidas.
Não deixe os seus dias passarem em branco. Pinte com as cores do arco-íris um novo momento, se dê uma nova chance, não tenha medo de arriscar.
Essa geração que me acompanha, vive intensamente, devora cada dia, sente a brisa e as ondas do mar, se deixa levar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Ansiedade é uma característica minha.

Apresentei semana passada para a banca de coordenadores, uma ideia para projeto de documentário promovido pela faculdade.
Eram 14 temas, cada aluno com o seu e apenas 2 seriam escolhidos. Todos tensos.
Com uma baita dor de barriga só de pensar que a minha voz poderia falhar, que a minha ideia era fraca ou que eu não teria uma postura adequada, fui uma das últimas, meio que empurrada e, quase desistindo.
Enquanto alguns fizeram apresentações em slides, eu apenas tinha estudado o meu assunto, por sinal bastante polêmico.
Então, falei, falei e falei.
No final da noite, nos informaram que o resultado sairia em no máximo 2 dias pela internet. Ansiosa por ele, entrei diariamente em vários horários diferentes e, nada.
Quando se passou 1 semana e todos retornamos à aula, houve a notícia: - 1 tema foi escolhido de imediato. E temos 1 empate entre outros dois.
Quando ela falou que o meu tema empatou pela opinião da coordenação quase enfartei.
Foi uma mistura de sensações, não sabia se queria ir adiante pelo medo de não corresponder às expectativas e não dar conta do recado, que ofereci me abdicar do posto de "diretora". Ajudaria com um dos dois grupos.
Mas, não me deixaram fazer isso. Mostraram-me que eu tinha credibilidade e que essa insegurança é normal.
Resultado disso? Ainda não sei. Tenho que levar um vídeo para apresentar os personagens que vou mostrar no documentário na próxima semana. Esse será o quesito desempate.
Enquanto isso fico sem dormir.

terça-feira, 17 de março de 2009

Por aí.

Um dia desses parei para pensar no quanto as pessoas ficam procurando a pessoa certa e, se frustram com isso. Pura perda de tempo. As pessoas entram e saem de nossas vidas o tempo todo, simples assim, rápido assim.
Ninguém é perfeito, basta você escolher a qualidade que mais lhe atrai e, se apegar à ela, como diz Jabour.
Essas pessoas não são felizes por medo da solidão, quando se vêem sem ninguém por perto, se sentem vazias, sem saber que rumo tomar.
No meu caso, no início fiquei perdida, não sabia se queria de volta ou se desse jeito era melhor. Mas os que me conhecem abriram meus olhos, pura carência.
Agora me sinto tão leve, solta, tão bem. Mudei muito de 1 ano e meio pra cá, tenho muito a agradecer.
Agora tenho meus pés no chão.
Fico pensando nessa troca de atitudes nos relacionamentos, o quanto os casais absorvem as características um do outro, às vezes isso é bom. Quando acaba você consegue enxergar que mesmo diante de várias circunstâncias, valeu a pena.
Mesmo com as surpresas desagradáveis, as palavras àsperas, a falta de várias coisas que para mim eram necessárias, valeu a pena. Tiveram também muitas coisas boas, as viagens, os apelidos, as brincadeiras, o carinho, a coçadinha especial.
Enfim, concluí que muitas pessoas procuram a pessoa certa, mas, eu busco a pessoa errada, tenho certeza de que ela é quem vai me fazer perder o chão.

terça-feira, 3 de março de 2009

Deixe-me apresentar.

As pessoas não gostam de se mostrar pelo medo de aparentarem ser frágeis. Na verdade, acho muito corajoso aquele que se mostra, se permite, sem limites.
E eu, eu sou mais uma medrosa. Mas na tentativa de mudar estou aqui para me apresentar.
Não tenho a menor noção se alguém lê as coisas que escrevo, mas, para mim é fundamental ter esse espaço para poder escrever o que quiser.
Agora, sem mais enrolações, vamos lá.
Chamo-me Mariana, mas não gosto de ser chamada pelo nome. Sempre deixo as pessoas à vontade para me chamar por apelidos, tipo, Mari, Mah, Meri, Maricota, Amiguinha...
Não acredito que eu tenha tido uma criação comum, minha mãe sempre foi muito severa e hoje, percebo a importância do meu aprendizado.
Quando criança não tinha muitos amigos, acredite, eu era muito feia. Com um cabelo sempre curtinho que me apelidavam de Joãozinho, óculos com uma das pernas colada e magrela como um palito de dentes. Mas, as amizades que fiz perduram até hoje.
Sempre fui muito estudiosa e até a oitava série era premiada por isso.
Sou apaixonada por teatro, trabalhei muito tempo com isso e, mesmo estando um pouco afastada ele está sempre presente, de alguma forma.
Uma característica que eu poderia citar como marcante é a forma positiva de como eu lido com as situações que surgem no meu caminho. Procuro passar isso para as pessoas que convivem comigo.
Agora, uma característica que sempre me dão é a força, costumam dizer que eu sou muito forte. Quando na verdade em muitos momentos só tenho vontade de chorar e sair correndo feito criança.
Sou temperamental e o meu humor muda constantemente, logo, haja paciência para lidar comigo...
Adoro mudar os meus cabelos, pelo menos de 6 em 6 meses eles estão totalmente diferentes. Curto, loiro, liso, ruivo, cacheado, longo e por aí vai. Talvez pelo fato de que minha mãe sempre cortava meus cabelos, pois é além de feia eu era piolhenta.
Gosto de ler, sempre li, desde pequena. Mais uma vez mamãe entra na história. E, apesar de não ter mais o tempo de antes, sempre estou lendo alguma coisa.
Sou romântica, do tipo que faz juras de amor, surpresas, jantares. E me entrego demais, acabo sofrendo.
Por falar em comida, adoro massa, de todos os tipos. Mas, por mim, se tiver só macarrão todo dia, está ótimo. Mas, detesto frutos do mar, peixe, camarão, lula, ostra, juro! Dá ânsia só de pensar.
Sou geniosa e cabeça-dura, orgulhosa também. Dificilmente assumo meus erros, apesar de que ultimamente tenho me esforçado.
Com relação à família, tenho 2 pessoas que eu não sei o que seria de mim sem eles: meu pai e meu irmão mais velho. Eles passaram por cada coisa que eu nem sei como me aguentaram tanto. Costumo dizer ao meu pai que metade dos cabelos brancos de sua cabeça foi tão e somente culpa minha.
Gosto de dançar, cantar, brincar e zombar com as pessoas. Canto desafinado, claro. E meu gosto musical não é específico e não entendo muito de música. Ah, e não tenho vergonha por isso.
Um defeito meu que irrita a muitas pessoas é que sou debochada. Muito. Ironizo.
Sou simpática, do tipo extrovertida e, muitas vezes isso é confundido com pessoas que gostam de aparecer.
Determinada, aprendi a terminar tudo o que começo, mesmo que eu não esteja gostando.
Sou feliz e procuro fazer felizes as pessoas que compartilham a minha vida comigo.
Bom, melhor eu parar por aqui se não fico até amanhã escrevendo.
Até porque, falo pelos cotovelos...

Foi um prazer.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A arte de arrotar.

Grande dificuldade que as pessoas têm em falar sobre si mesmas.
Se você parar para analisar o que as pessoas colocam no campo "quem sou eu" em um site de relacionamentos terá a idéia de onde estou querendo chegar.
Quando você precisa falar de si mesmo parece que um peso cai sobre suas costas ou que de repente te "deu branco".
Na verdade o medo de como as pessoas reagirão mediante suas verdades é tão grande que te bloqueia. Então, se se vê obrigado a falar coisas de si, você mede as palavras, dosa o tom de voz, fala apenas o agradável e o essencial. Pula as partes que, talvez, sejam as mais importantes para que os outros não consigam ter uma idéia exata de quem é você.
Isso acontece também no início de um possível relacionamento, no flerte. Nem sob tortura contaria o quanto se diverte quando arrota alto, ou, que sente nojo de pêlos no sabonete porque lhe remete a pensar que são pentelhos ou que adora assistir desenhos quando acorda, aos 22 anos de idade.
Esconde.
Somente depois que aquela pessoa se torna parte do seu convívio que aí sim, quando a intimidade chega, depois de um belo copo de refrigerante: aquele lindo e alto arroto. E depois disso? Gargalhadas.
Porque não há nada melhor do que poder ser você mesmo e não sentir vergonha por isso.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Especias?

Andei pensando a respeito das pessoas que querem ser especiais para nós e que, por um motivo só nosso não o permitimos.
Não. Não pense que você disse algo de errado, ou que o seu estilo não me agrada, ou que talvez o problema seja a maneira como você fala ou expõe suas idéias ou qualquer outra possível coisa que leve você a pensar, pensar, pensar e assim perder o sono.
Eu e somente eu, faço com que você não se torne um alguém para dividir comigo a minha vida, os meus momentos, minhas tristezas e alegrias.
Não existem culpados. Existe apenas um sentimento que comigo carrego que não me permite ver beleza em outros jardins.
Por mais que eu tentasse dar mais tempo e deixar rolar novas oportunidades não seria natural, não estaria sendo eu mesma.
Esse tipo de situação é normal entre as pessoas e acontece o tempo todo.
É difícil conquistar alguém que não quer ser conquistado, se meter entre duas pessoas e sair ileso, sem sofrimento.
Mas acontece, porque não tentar?
Se no final das contas, o somatório for positivo, bom. Mesmo assim, mantenha a retaguarda para possibilidades inesperadas.
Se for negativo, não se deprima, erga a cabeça. Pois com certeza você mesmo que contra vontade, já contava com isso.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Às vezes me sinto perdida.

Queria que algumas coisas fossem diferentes mas não posso mudá-las.
Um sentimento de que está faltando alguma coisa me sufoca de uma tal maneira que não sei explicar, ou talvez, não queira.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Rejeição.

O bom de ter amigos é que não precisamos fingir ser o que não somos.
Convivo diariamente com pessoas que, "acho que conheço". Mas, de repente me surpreendo com uma reação de alguém quando digo algo ou quando descubro alguma coisa.
A sensação de vazio é uma realidade que ninguém quer transparecer.
Fazer o que não gosta, fingir que é.
Confusão, dúvida.
O que aquela pessoa pensa de mim?
Até onde a opinião dos outros influencia na sua maneira de ser?
Até onde você se deixa dominar?
Perguntas e mais perguntas.
As pessoas dizem não ter respostas porque, na verdade, acham melhor ocultar.
Pra quê dizer?
Pra quê se expor?
Muitas pessoas não ligam e seguem a linha do Cazuza, "vida louca". Por isso são altamente criticadas e, ao mesmo tempo invejadas. Invejadas por não terem medo de demonstrar o que sentem, de dizer o que têm vontade, de rir da desgraça do outro, de mandar um FODA-SE bem na hora em que a vontade bate, seja pro amigo ou pro chefe. Assim sem limites.
As respostas de muitas perguntas só confessamos aos amigos. Porque sabemos que ouviremos a verdade, se quisermos. Voltando assim, para o ponto inicial: medo de se expor.

sábado, 29 de novembro de 2008

Entardecer.

Só com o passar do tempo conseguimos enxergar as mudanças, nossas, dos outros.
Mudanças no corpo, na cabeça, na alma.
Com o passar do tempo não nos satisfazemos facilmente, como quando éramos crianças.
Algumas coisas melhoram, aprendemos a fazer melhores escolhas, adquirimos bom gosto.
A maioria das mulheres sofrem com a Lei da Gravidade, com o "cair", não passei por isso ainda. Mas caso não tenha dinheiro suficiente no futuro para contornar esse tipo de coisa, não penso que sofrerei, não por isso.
O envelhecer, se tornar experiente, ter sabedoria é maravilhoso. Ainda mais se compartilhado com alguém.
É muito bom ouvir estórias, momentos únicos de alguém.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pra você.

Mesmo que o tempo passe, não temos como dominar a vontade do outro, ele caminha sozinho. Mas é escolha dele quem quer como companhia.
Nada melhor do que descobrir o quanto se ama quando achamos que tudo acabou.
Os dias são mais bonitos, à noite a lua tem um brilho diferente.
É bom que passemos por algumas situações, pois serão elas que abrirão nossos olhos e nos farão enxergar que temos alguém especial ao nosso lado, e não é pelo tempo que estamos juntos mas, pelos momentos vividos, inesquecíveis.
Bom acordar ao seu lado, dormir tão abraçado a ponto de não saber qual a minha perna qual a sua.
Encher de beijos e carinho.
Brincar como criança.
Não digo que voltamos do zero, porque ficou melhor do que antes.
Fico feliz em te ver feliz.
Amo você.

(L)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

É.

Mudança de opinião não quer dizer que você seja influenciável, mas que alguma coisa dentro da sua cabeça mudou.
Pensar de forma diferente, mesmo quando ontem berrava com outra pessoa porque a sua opinião sobre o assunto abordado era a forma certa de se pensar, não determina que alguém não tenha o direito de mudar a escolha.
Isso também envolve o amadurecimento e a segurança que temos.
Atualmente tenho pensado em vários assuntos e aspectos de uma maneira que há um ano atrás não pensaria.
Precisamos passar por algumas circunstâncias para conseguir enxergar coisas que jamais conseguiríamos.
Estou com vontade de conhecer umas pessoas que antes quase enfartava se ouvisse se quer o nome. Vai entender...
Somos formadores de opinião quando temos certeza e conhecemos o assunto da conversa, agora quando falamos de sentimento, as palavras se embaralham.
Conversando com uma pessoa, chegamos à conclusão de que não tomamos uma decisão definitiva agindo apenas com a razão, o ser humano acaba colocando em xeque também a emoção.
Não que isso tenha a ver com o assunto inicial da postagem, mas porque não queria deixar de comentar sobre isso também aqui.
Beijo,
boa noite.

domingo, 9 de novembro de 2008

Pequena.



A responsabilidade nos obriga a amadurecer.
Mesmo assim tenho o meu refúgio, dentro de mim.
Sou a mesma criança que brincava com a areia da praia e que borrava a boca com baton.
A minha alegria está nas pequenas coisas, como sempre.
Na simplicidade enxergo o quanto o ser humano é bonito.
Não quero carro importado. Quero uma bicicleta pra dois, pode ser?
Nos pequenos detalhes percebo o quanto algumas pessoas são especiais.
Não posso negar que cada época é inesquecível, cada momento vivido.
Quero continuar a viver essa vida de loucos sem tempo, não tem mais jeito.
Cresci sim, mas aquela garotinha estará sempre aqui, dentro de mim.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Arnaldo Jabor - E quem disse que é fácil ser adulto?

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:

‘-Ah, terminei o namoro…
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo…..
-Cinco anos…que pena…acabou….
-é…não deu certo…’

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…se não bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar…. ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por pena.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração…
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar… Ou se apaixonar… Ou se culpar…

Enfim… quem disse que ser adulto é fácil ?????



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Texto simplesmente perfeito.
Fase boa.

;*

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Luz, câmera, ação!

Uma ligação recebida ontem, quase à meia noite me fez perder o sono e pensar algumas coisas;
Nesse filme em que vivemos, muitas das vezes somos sem saber meros figurantes para que o ator principal tenha um final feliz.
Isso mesmo, passamos o tempo todo pensando que estamos na nossa história e quando nos damos conta, percebemos que estamos apenas no "hall" de colaboradores para que aquilo aconteça.
Pensando pelo lado positivo estamos sempre ajudando o destino a conspirar nos acontecimentos.
De forma divertida venho a entender o quanto os figurantes são importantes para nós.
E, com a notícia boa que tive do ator principal, vejo que meu papel foi um sucesso!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sem tempo.

Não tenho tempo para tolices.
Vivo a vida da melhor forma para não prejudicar, atrasar ou machucar alguém.
Ando só, como sempre disse.
Andar sozinho não não quer dizer "ser sozinho".
Família? Tenho muitas.
Amigos? Ah, que presente de Deus! Mesmo longe estão sempre por perto, para que, a qualquer tropeço possam me segurar.
Não tenho tempo para tolices.