domingo, 27 de fevereiro de 2011

Saltitando.

Em meio a tanta gente não poderia ser daquela maneira o registro de algo especial. Não para ela.
Até a praia? Sim, ele caminhou enquanto ela saltitava, brincando de driblar o vento sem que fosse percebida.
Uma rosa tecida numa folha daquela árvore na qual sequer foi prestada a atenção devida ao seu nome, selou tal momento. Naquela noite em que o céu escondeu a grande maioria das estrelas por conta das luzes da cidade, permitiu que o beijo tão esperado silenciasse até mesmo o vento que pairava ali.
Por mais que a razão gritasse em seus ouvidos nada poderia conter tamanha vontade, mútua e escondida até aquele momento, seus lábios se encontraram com desejo e ternura ao mesmo tempo.
Deitaram na areia e naquele instante foi difícil descrever o que acontecia ali.
Shakespeare foi citado com um dos seus maravilhosos textos.
Duas pessoas que estavam a conviver por tão pouco tempo, entranhados da mesma forma como os que se conhecem a anos. Foi possível observar cada movimento das nuvens, o barulho do mar e dos corações que batiam muito fortes ali.

Uma mistura de tantas coisas que teve por fim, um fim.

Um comentário:

Eu, Thiago Assis disse...

há momentos que chocam a natureza, e ela acaba por se adequar num plano divino para que tudo fique perfeito :)

ps: a morena realmente tem me dado muita inspiração =]