Eu poderia ser a mulher mais legal do mundo, a melhor na cama, a mais bonita ou a mais interessante. Dentre todos os adjetivos que possam existir, resolvi ser eu mesma. Assim, meio torta, meio sem jeito, às vezes tímida, muitas vezes extrovertida, determinada ou que prefere não esconder a verdade.
É importante que você saiba qual o seu papel e como deseja cumpri-lo. Já parou para pensar nisso?
Da mesma forma, existem as qualidades que mais me atraem, também é fundamental que a química bata, senão fica vazio mesmo com todas as características preenchendo o espaço.
Normalmente sou condenada pelas amigas que convivem comigo por ser muito emocional às vezes, ou por não me preocupar tanto com a beleza exterior de com quem eu me relaciono. Sim, não me preocupo nem um pouco.
Hoje, somos mais exigentes, somos mais independentes. É um fato.
Não procuramos mais uma pessoa que pague as contas, que abra a porta do carro apenas por uma questão cultural, que tenha tempo com os amigos mas que não permita que sua mulher não possa fazer o mesmo. Posso numerar diversas situações por menores que sejam.
A questão em si, é que é difícil confiar em alguém quando passamos a maior parte do nosso tempo trabalhando para um futuro muito melhor. Que apoie nossas decisões mas que esteja sempre ali, para quando preciso for, amparar-nos e secar as lágrimas. Que queira crescer, junto. Que valorize cada minuto que passa, em qualquer tipo de programa.
Se você já se perguntou o porque de não conseguir uma pessoa bacana para dividir a sua vida, repense no que anda valorizando.
Um comentário:
Mari, deixo aqui um trecho de um poema do português Nuno Júdice. Acho que tem a ver com o seu texto e é uma bela lição sobre aquilo que estávamos conversando...
(...) Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide."
Beijos!
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