Como se eu pudesse evitar. Como se eu quisesse.
Minha personalidade se formou ao seu lado. Quando exerceu seu maior bem, sua vontade de me fazer melhor.
Menina, moça, mulher. Se fizeste bem a ti, fizeste melhor a mim.
Como se eu pudesse evitar. Como se eu quisesse.
Fui a você, vieste a mim. E o que se pode explicar? Para quem explicar?
Sinto. Faz bem. É bom. Eterno.
Não é saudosismo, basta que eu saiba. É verdadeiro. É inevitável.
Como usar as palavras de forma oculta? Me ajuda, faz tão bem.
E amanhã quando acordar. Como sentir o que passou?
Por que passou? Passou?
Me olha e já sei o que quer. Me olha e já sei o que pensa. Me olha e já sei como fazer. Me olha e já sei o que fazer.
Sem palavras. Apenas olhares.
Chega agora e quer sentar na janela? Precisa de muito mais. Muito mais.
Não é um dito. É fato.
Foi uma coisa tão bem feita, uma construção, uma transformação.
É assim, com frases feitas cheias de pontos.
Ninguém precisa entender o que apenas entendemos.
E as minhas palavras sempre cheias de formalidades passaram a te encantar. A te transformar e também passaste a usar.
Esse calor é só vontade? É só desejo?
Sem querer, sem culpa.
Não pude evitar. Não quis evitar.
Fiquei ali, parada, olhei para um lado e quando voltei o olhar ao seu, vi. Não precisou me dizer nada.
O melhor, o "de sempre" aconteceu.
E quem disse que o de sempre cansa, fadiga, enjoa? O de sempre é o melhor. Sabemos disso. Isso basta.
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