Quem determina a dosagem de sofrimento que cada um de nós vai carregar por toda a vida? E porque temos que tirar proveito apenas das conquistas que tivemos com dores arrebatadoras?
Seria egoísmo ou um argumento convincente de que uma pessoa com 50 anos não deve sofrer tanto pela perda de sua mãe quanto eu, que perdi a minha no auge dos meus 20?
Porquê é mais fácil as pessoas dizerem: "foi para o melhor", ou então "ela está melhor do que a gente". Esse último então me irrita profundamente, as pessoas de fato não sabem o que estão afirmando para alguém que acabou de perder sua mãe. Se ela está melhor, então também quero estar, e, ao lado dela.
Prefiro o silêncio, ou os que sabem ouvir. Porque a dor não diminui, a saudade aumenta a cada dia, a cada lembrança.
As mulheres de um modo geral, sentem dores incomparáveis como a dor da cólica, ou aquela tão temida que é a do parto normal, mas são aliviadas tão logo em seguida com um remédio ou com um lindo bebê, fruto da união, do amor.
Agora, não queira beijar a face gelada e amarela de sua querida mãe. Tão jovem, inteligente, com aquele cheiro de cigarros misturados ao da lavanda que tanto gostava.
Ela sempre disse que sua maior herança seria o conhecimento, isso além de me consolar, é meu maior orgulho. Pois por mais que tenhamos móveis, dinheiro ou qualquer outro bem material, o conhecimento ninguém pode roubá-lo.
Mulher tão guerreira, órfã de pai e mãe aos 17 anos enfrentou a vida sem orientação de ninguém. Quando brigava conosco dizia que se não aprendêssemos com ela, a vida nos ensinaria. E aí sim, saberíamos o que era a dor de verdade.
Não a culpo por nenhum ato. Pelo contrário, culpo a mim, por não ter tido mais paciência, por ter dado tanto trabalho, e, sei que de onde ela está, ela me conforta.
Sei que não devo carregar essa culpa, pois não há culpado.
Na vida a única certeza que temos é a da Morte. E, nossa! Como a Morte trabalha! Pelo menos ela foi generosa em não fazer a todos nós sofrer por muito tempo. Ela veio calma e certa do que devia fazer naquela manhã de 26 de março. Beijou a face de minha mãe e carregou sua alma tão cansada, agora tão leve para todo o sempre.
Seria egoísmo ou um argumento convincente de que uma pessoa com 50 anos não deve sofrer tanto pela perda de sua mãe quanto eu, que perdi a minha no auge dos meus 20?
Porquê é mais fácil as pessoas dizerem: "foi para o melhor", ou então "ela está melhor do que a gente". Esse último então me irrita profundamente, as pessoas de fato não sabem o que estão afirmando para alguém que acabou de perder sua mãe. Se ela está melhor, então também quero estar, e, ao lado dela.
Prefiro o silêncio, ou os que sabem ouvir. Porque a dor não diminui, a saudade aumenta a cada dia, a cada lembrança.
As mulheres de um modo geral, sentem dores incomparáveis como a dor da cólica, ou aquela tão temida que é a do parto normal, mas são aliviadas tão logo em seguida com um remédio ou com um lindo bebê, fruto da união, do amor.
Agora, não queira beijar a face gelada e amarela de sua querida mãe. Tão jovem, inteligente, com aquele cheiro de cigarros misturados ao da lavanda que tanto gostava.
Ela sempre disse que sua maior herança seria o conhecimento, isso além de me consolar, é meu maior orgulho. Pois por mais que tenhamos móveis, dinheiro ou qualquer outro bem material, o conhecimento ninguém pode roubá-lo.
Mulher tão guerreira, órfã de pai e mãe aos 17 anos enfrentou a vida sem orientação de ninguém. Quando brigava conosco dizia que se não aprendêssemos com ela, a vida nos ensinaria. E aí sim, saberíamos o que era a dor de verdade.
Não a culpo por nenhum ato. Pelo contrário, culpo a mim, por não ter tido mais paciência, por ter dado tanto trabalho, e, sei que de onde ela está, ela me conforta.
Sei que não devo carregar essa culpa, pois não há culpado.
Na vida a única certeza que temos é a da Morte. E, nossa! Como a Morte trabalha! Pelo menos ela foi generosa em não fazer a todos nós sofrer por muito tempo. Ela veio calma e certa do que devia fazer naquela manhã de 26 de março. Beijou a face de minha mãe e carregou sua alma tão cansada, agora tão leve para todo o sempre.
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